Sê tu mesmo
Há um homem novo ou uma mulher nova
que quer nascer dentro de ti.
Há uma criatura virgem encerrada no cárcere do teu eu.
e tu esconde-la.
Fecha-la a cinco chaves.
Já amordaçaste.
Tem-la espezinhada e oprimida.
Porém é o teu verdadeiro eu,
a tua verdadeira personalidade.
Tens medo de a deixar livre.
Um medo completamente irracional.
Um medo tonto.
Uma vez que serias outra pessoa,
terias outra qualidade.
Tens medo de a deixar crescer.
E quando se mexe
ou grita com voz apagada, apesar da mordaça,
tu fazes com que ele se cale, com voz fascista,
e bates-lhe brutalmente,
e a fechas num quarto ainda mais apertado.
Tens medo de que nasça e cresça,
E, apesar de tudo, é o teu verdadeiro eu,
a tua verdadeira personalidade.
Essa criatura oprimida
que luta para ser mais, valer mais, fazer mais bem!
Porque tu não és tu mesmo,
não és o que devias ser,
não és o que os teus queridos esperavam que todos esperávamos e necessitávamos.
Tu és...outro,
e és...de outros.
Um pobre escravo do ter, do parecer, do subir,
da mentira, do dinheiro, da aparência, do poder.
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