terça-feira, 26 de maio de 2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Educação e os Meios de Comunicação: Quem serve a quem?

No desenvolvimento deste artigo o autor, José Gimeno Sacristán centra-se nestes três aspectos: civismo, educação e meios de comunicação.
Actualmente os meios de comunicação têm um impacto muito importante em todos os aspectos da vida humana, especialmente na educação e no exercício da cidadania. O estudo feito pelo autor em Espanha pretende alertar para uma posição cada vez mais crítica face aos media, sendo estes apontados como a principal causa da fraca participação dos jovens na vida pública, uma vez que estes lhes congelam a capacidade de pensar criticamente, formar o seu próprio juízo e opinião, tomar decisões razoáveis, ser um indivíduo autónomo, características estas que deveriam ser desenvolvidas pela cidadania. Como refere José Saramago em “Janela da Alma”: a educação deixou de ter um critério próprio sobre a formação; ela forma cidadãos que a sociedade actual necessita; isto acontece porque, actualmente vivemos sobre uma ditadura económica onde o poder está acima de todas as coisas.
À medida que as TIC se desenvolvem, ocorrem fenómenos de significado e pertinência muito desigual para os desígnios da educação. A maioria das webs que existem não têm, nem se pretendia que tivessem, finalidade educativa. Podemos notar então que os processos relacionados com a socialização da cultura das TIC estão a ocorrer à margem do sistema educativo, sendo que as escolas ocupam uma posição cada vez menos prioritária enquanto agentes desta socialização. Concluímos assim que a cultura das novas tecnologias se está enraizando mais fora do que dentro do sistema educativo.
Era principal objectivo que, ao utilizar as TIC nas aulas estas fossem um ponto de partida para suavizar as desigualdades existentes mas, uma vez que as escolas não são um lugar privilegiado no contacto com as TIC, estas desigualdades continuam visíveis. É, deste modo, pertinente afirmar que é necessário redefinir as políticas de igualdade, questionar as práticas vigentes e reescrever o direito à info-educação bem como os conteúdos da escolaridade obrigatória e o direito à educação em geral. Se com os novos meios de comunicação se desinstitucionaliza o fluxo cultural que fluí através das instituições clássicas de educação, à medida que isso ocorre, a escolarização deixa de ser o instrumento válido para a redução das desigualdades, dando assim, uma igualdade de oportunidades a todos os cidadãos.
Consideramos que vivemos numa época em que os valores cívicos são cada vez mais escassos concordando com o autor em que é indispensável a introdução de um projecto de Educação Cívica no sistema educativo.
Tal como o autor, temos consciência de que no mundo globalizado em que vivemos é difícil o ensino da Educação Cívica, uma vez que falamos de valores de formação humana subjectivos de pessoa para pessoa, de cultura para cultura, numa evolução contínua. No entanto, a educação cívica é condição fundamental para a vida em sociedade, garantia dos nossos direitos e lembrança dos nossos deveres e uma forma de nos entendermos a nós próprios e ao nosso papel activo na sociedade e perante ela, gozando da liberdade de que dispomos e respeitando a liberdade dos outros.
O problema, e como diz Saramago, é que “as pessoas sabem que os problemas do mundo estão ai, e o que é que se faz para resolvê-los?”

segunda-feira, 18 de maio de 2009

X Jornadas de Educação


As X Jornadas de Educação estão à porta, realizam-se já nos dias 27 e 28 deste mês, e trazem um tema polémico mas que preocupa todos os elementos ligados à nossa licenciatura: "Raízes de um Percurso Incerto".
Durante dois dias, preparados extensivamente pelo NEDUM - Núcleo de Estudantes de Educação da Universidade do Minho, o papel do licenciado em Educação no mundo do trabalho vai ser analisado, desde um passado recente, passando por um presente assustador, e perspectivando um futuro incerto, em múltiplos quadros, debates, reflexões e momentos culturais.
Como alunos da licenciatura, e sendo que duas de nós são membros colaboradores do núcleo, consideramos importante usar esta ferramenta de aprendizagem, o nosso portfolio digital, para publicitar o que de bom se faz no curso.